O Canto do Cisne

16 a 18 de Julho, 2021
Festival de Almada

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"O Canto do Cisne", coreografia de Clara Andermatt, foi uma das últimas peças dançadas pelo Ballet Gulbenkian em 2004, antes da sua extinção no ano seguinte. Desafiada pela Companhia Nacional de Bailado, a coreógrafa revisita a peça juntamente com a equipa artística original. A partir do tema lançado na altura, “O Fascínio dos Mundos Distantes”, Clara Andermatt procura o desconhecido pela via do mistério e da surpresa em direção ao que provavelmente de mais enigmático existe em tudo o que desconhecemos: a morte. Formalmente, a coreógrafa escolhe como ponto de partida "A Morte do Cisne", de Camille Saint-Saëns, pedindo a Vítor Rua que crie variações sobre o tema original. Andermatt aborda a morte não como o final do que quer que seja, mas como princípio do futuro que ela contém, mergulhando na metamorfose e no seu poder transformador. É esse momento que a coreógrafa identifica como o canto do cisne. O presente acaba por se revelar como uma contínua constatação de que é passado e é simultaneamente futuro, porque tudo em nós se encontra em incessante mutação. Uma ideia que Clara Andermatt enfatiza citando Peggy Phelan: “Quando pensas que encontraste a forma de amar, de observar ou de lembrar alguém, já tudo mudou.”

 

Coreografia e direção: Clara Andermatt
Consultoria artística: Amélia Bentes
Assistente da coreógrafa: Barbara Griggi
Música: Vítor Rua
Desenho de luz / espaço cénico: Manuel Abrantes (a partir do desenho original de Rui Horta)
Figurinos: Aleksandar Protic
Ensaiador: Tom Colin
Bailarinos: Companhia Nacional de Bailado
Agradecimentos: Jonas & Lander, Mark Haim, Centro de Artes de Marvila

Fotografias de CNB / Hugo David