Anomalias Magnéticas

“Anomalias Magnéticas” é criada em 1995, quando Clara Andermatt e a sua Companhia se encontram em residência artística no Mindelo, em São Vicente (Cabo Verde), a desenvolver o projeto “CV Sabe” - uma iniciativa pedagógica composta por diversas oficinas, dirigidas por Andermatt, em colaboração com um conjunto de artistas de diferentes áreas - que pretende dar resposta ao interesse de bailarinos e coreógrafos Cabo-verdianos, identificado com a criação “Dançar Cabo Verde” (1994).

Desenvolvida num território pobre e rude, a peça “Anomalias Magnéticas” faz transparecer o contexto em palco, numa performance simples mas austera, com uma linguagem de movimentos intensos, emotivos e misteriosos que, por vezes, remetem para dimensões não humanas, como um catártico ensaio sobre o poder da dança.

Em palco, os bailarinos Amélia Bentes, Mónica Lapa, Félix Lozano, José Silva e a própria Andermatt seguem rigorosamente uma partitura coreográfica, preservando a individualidade da sua expressão.

 

“Todos alimentamos, no interior de nós próprios, a secreta ambição de conquistarmos o mundo. A demanda do poder e do conhecimento conduziu-nos a grandes feitos e grandes catástrofes, tanto à escala mundial como à escala individual. Enquanto crescemos, imersos em tanta ignorância e confusão, a procura do nosso caminho torna-se cada vez mais difícil e intensa. E nessa procura, impulsionados por energias contraditórias, somos invadidos por sentimentos poderosos, única verdade que conseguimos agarrar de uma realidade que continuamos a ser incapazes de compreender.”

Clara Andermatt (1995)

 

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Em 1997, a propósito da segunda edição do festival “Dancem!”, do Teatro Nacional de São João, o coreógrafo Paulo Ribeiro desafia uma companhia portuguesa (ACCCA), uma inglesa (DV8 Physical Theatre) e uma francesa (Compagnie Fattoumi-Lamoureux), a escolher e remontar as suas primeiras obras. Clara Andermatt leva ao palco “Anomalias Magnéticas” (1995) e “Só um Bocadinho” (1990).

categorias

(1995)

Direção artística e coreografia: Clara Andermatt | Intérpretes: Amélia Bentes, Mónica Lapa, Félix Lozano, José Silva e Clara Andermatt | Música original: Vasco Martins | Figurinos: Vasco Eloy | Textos: excertos de “A Arca” de João Pedro Grabato Dias, “Tudo é Bonito” de Tchalé Figueira | Desenho de luz: Orlando Worm | Técnico de luz: Rui Marcelino | Responsável de cena: David Mendes | Direção de produção: Mónica Lapa | Assistentes de produção: Nuno Goucha e Ana Camoesas | Coprodução: ACARTE Fundação Calouste Gulbenkian, I.P.B.D. - Secretaria de Estado da Cultura, Centro Cultural de Belém - Fundação das Descobertas, Kunstlerhaus Mousonturm, Latina Europa | Apoios: Serviço Cooperação com os Novos Estados Africanos da Fundação Calouste Gulbenkian, Ministério da Cultura e Comunicação de Cabo Verde, Câmara Municipal de São Vicente, Centros Culturais Portugueses da Praia e Mindelo da Embaixada Portuguesa, Instituto Nacional da Cultura de Cabo Verde (INAC) | Patrocínio: CTT, Correios e Telecomunicações de Cabo Verde | Agradecimentos: Maria de Assis, Rui Tavares, Ana Paula Mendes, João Lucas e a todas as pessoas que colaboraram no projeto “CV Sabe”

(1997)

Direção artística e coreografia: Clara Andermatt | Intérpretes: Amélia Bentes, Mónica Lapa, Félix Lozano, José Silva e Clara Andermatt | Música original: Vasco Martins | Figurinos: Vasco Eloy | Textos: excertos de “A Arca” de João Pedro Grabato Dias, “The Secret of Life” de Uzume Taike | Desenho de luz: Orlando Worm | Coprodução: ACARTE Fundação Calouste Gulbenkian, I.P.B.D. - Secretaria de Estado da Cultura, Centro Cultural de Belém - Fundação das Descobertas, Kunstlerhaus Mousonturm, Latina Europa

Fotografias de Jorge Gonçalves, José Fabião

Próxima criação

Dançar Cabo Verde

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